...
Decidi escrever,
quanta novidade,
esse poema
branco e livre.
Perfeição pouco importa
A Verdade, essa sim.
Olhos de jabuticaba
Cabelos nanquim
Espírito livre
Sorriso desconcertante
Gênio enigmático
Cheiro... Ahh, o seu cheiro
Pensar em você
tornara-se o meu ritual matinal,
vespertino, noturno.
Tornar-se-ia passatempo,
tornou-se tormento.
Lucas Sales Viana
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terça-feira, agosto 16, 2016
quinta-feira, junho 23, 2016
Quarto Minguante
Sentado frente a esta máquina
bebendo, ao som de Page e Plant
relembro-me do que sou
aquele que escreve (e bebe).
O trabalho drena-me a vitalidade
os estudos e as distrações também
e o que me resta senão
as migalhas d'alma.
Verdades vãs, desabafos vazios
lágrimas não mais, carrancas a todos
e aos que sobreviverem flores.
A vida é somente uma, igual a todos
mas cruel a aqueles que não se atentam
à sua fugacidade.
Lucas Sales Viana
bebendo, ao som de Page e Plant
relembro-me do que sou
aquele que escreve (e bebe).
O trabalho drena-me a vitalidade
os estudos e as distrações também
e o que me resta senão
as migalhas d'alma.
Verdades vãs, desabafos vazios
lágrimas não mais, carrancas a todos
e aos que sobreviverem flores.
A vida é somente uma, igual a todos
mas cruel a aqueles que não se atentam
à sua fugacidade.
Lucas Sales Viana
quarta-feira, maio 11, 2016
[Dis]Soneto da [In]Fidelidade
De tudo ao meu amor tentei ser atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo frente a tantos encantos
Prendi-me aos mais belos momentos.
Quis viver-te em cada vão momento
E em teu louvor hei de espalhar meus riscos
Rimos tantos risos, derramamos alguns prantos
Em nossos pesares ou contentamentos
E assim, quando um dia me procurares
Quem sabe na morte daqueles que viveram
Quem sabe na solidão daqueles que amaram
Eu possa te dizer, amor (que tive):
Que teria sido imortal, mesmo sendo chama
Infinito e duradouro, se sincero.
Lucas Sales Viana
segunda-feira, abril 11, 2016
Os guardanapos do bar sabem do óbvio
Não importa escrever esses riscos
em um guardanapo
numa carta
ou no livro.
Se quando sinto teu cheiro enquanto beijo-te a mão
todas as palavras me fogem
um vazio invade a mente
e a nostalgia, meu coração.
O que devo fazer é algo simples
pegar o longo caminho para casa.
Lucas Viana
em um guardanapo
numa carta
ou no livro.
Se quando sinto teu cheiro enquanto beijo-te a mão
todas as palavras me fogem
um vazio invade a mente
e a nostalgia, meu coração.
O que devo fazer é algo simples
pegar o longo caminho para casa.
Lucas Viana
sexta-feira, maio 31, 2013
Vagabundo...
Uma vez gritaram-me:
"Você tem que trabalhar!"
Em vez disso,
comecei a escrever.
Lucas Sales Viana
"Você tem que trabalhar!"
Em vez disso,
comecei a escrever.
Lucas Sales Viana
segunda-feira, abril 16, 2012
Poesia sem rima e sem título um.
E ando as tantas sem ver-te, estrela
no meu pequeno e conturbado céu
Não ver você põe meus olhos à dúvida
Será que ela ainda estará lá?
O coração então entra
Estará! Espere pelas nuvens passarem
e lá estará sorrindo reluzente ela
Esperaria eu por toda uma vida para te ver
minha pequena estrela
mas me partiria o coração
se um dia as nuvens sumirem
e ao olhar para lá
não mais lá estiveres
Passei tempos à procura de algo eu
viajando e olhando por tantos céus
de todos os tipos, com todos os riscos
Deverias eu saber que escondias te tu
logo acá, acima de mim?
Discreta e brilhante e bela estrela,
só me faltava afinal limpar esses velhos óculos
e erguer então a vista alva ao céu teu
e descobrir ser o tal, nosso
Esperarei
sempre olhando acá
do primeiro raio escuro
ao último piscar antes do sonho
pelo teu sorriso
discreto e brilhante e belo.
Lucas Sales Viana
no meu pequeno e conturbado céu
Não ver você põe meus olhos à dúvida
Será que ela ainda estará lá?
O coração então entra
Estará! Espere pelas nuvens passarem
e lá estará sorrindo reluzente ela
Esperaria eu por toda uma vida para te ver
minha pequena estrela
mas me partiria o coração
se um dia as nuvens sumirem
e ao olhar para lá
não mais lá estiveres
Passei tempos à procura de algo eu
viajando e olhando por tantos céus
de todos os tipos, com todos os riscos
Deverias eu saber que escondias te tu
logo acá, acima de mim?
Discreta e brilhante e bela estrela,
só me faltava afinal limpar esses velhos óculos
e erguer então a vista alva ao céu teu
e descobrir ser o tal, nosso
Esperarei
sempre olhando acá
do primeiro raio escuro
ao último piscar antes do sonho
pelo teu sorriso
discreto e brilhante e belo.
Lucas Sales Viana
domingo, março 18, 2012
"If I Fell"
Então eu me apaixonei por você
e você foi verdadeira para mim
fez-me entender
(Pois outrora já me apaixonei)
que o nosso amor é mais
mais que apenas um segurar de mãos.
E o meu coração é seu
os retalhos dele são seus
e eu tenho certeza
que me ama mais que qualquer outra.
E eu confio ele a você,
então por favor
não suma, tampouco se esconda
Eu te amo, por favor
não me magoe.
Porque eu não aguentaria
e ficaria triste se o nosso amor fosse em vão
Então eu espero que você veja
que eu amo amar você
e hoje eu aprendi
que nós somos dois
perfeitos imperfeitos.
Eu amo você!
Lucas Sales Viana
e você foi verdadeira para mim
fez-me entender
(Pois outrora já me apaixonei)
que o nosso amor é mais
mais que apenas um segurar de mãos.
E o meu coração é seu
os retalhos dele são seus
e eu tenho certeza
que me ama mais que qualquer outra.
E eu confio ele a você,
então por favor
não suma, tampouco se esconda
Eu te amo, por favor
não me magoe.
Porque eu não aguentaria
e ficaria triste se o nosso amor fosse em vão
Então eu espero que você veja
que eu amo amar você
e hoje eu aprendi
que nós somos dois
perfeitos imperfeitos.
Eu amo você!
Lucas Sales Viana
quarta-feira, setembro 14, 2011
Vaso sem flor
Eu escrevo o que eu sinto
Se eu não sinto, eu não escrevo
E então descrevo
O vazio
Toda a ausência de sentimento
Sentimento outrora presente
Passado
Por vezes procurado
E que se foi
Sem me olhar para trás
Você nunca... Sabe...
Aquele olhar de quem ama...
Nunca amou de verdade
Fingiu
Fingiu até se cansar
Até alguma parte sua gritar:
Liberte essa alma que ama você
Por que a tortura?
E me arrastou então
E eu restei
Meu corpo
Um vaso sem flor.
Lucas Sales Viana
quarta-feira, junho 29, 2011
Vermelho
Entre no meu carro, garota.
Ele é novo
e é vermelho
Não tenha medo.
Não mordo,
a não ser que...
Coloque o cinto,
ajeite o assento.
Não mude a música, ainda,
é uma das minhas favoritas.
Meus óculos, eu gosto deles.
Eu sei que você também,
mas não posso ficar sem...
Não me pergunte para onde vamos,
é uma surpresa.
Ou me pergunte,
hipnotize-me com seus olhos.
Eu gosto do seu jogo
e como gosto.
“Me faz” um favor, abra o porta-luvas
…
Eu tenho grandes planos para nós, garota.
Lucas Sales Viana
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Merda, ela é uma qualquer!
Ela me sorriu
Eu me encantei por ela.
Ela me perguntou o nome
Eu disse: Carlo, e o seu?
Ela me pediu a garrafa d’água
Eu dei.
Ela bebeu minha água, restou muito pouco
Eu sorri.
Ela foi embora
Eu fiquei com sede, de novo.
Lucas Sales Viana
sábado, outubro 23, 2010
Vergonha.
E, se hoje ando corcunda
É, tão somente, culpa minha
Dos meus parasitas que me habitam
Minhas esperanças e meus medos
Meus dogmas e minhas crenças
Minhas paixões e meus amores.
Queria eu banhar-me naquela cachoeira
Aquela que já me é tão distante
Onde meu corpo e minh’alma lavados seriam
E no arco-íris na bruma formado
Ver-me-ia eu, então, no reflexo daquelas cores
Na minha forma pura.
Lucas Sales Viana
Lucas Sales Viana
domingo, setembro 26, 2010
Por quanto tempo?
Eu estou/sou um preso.
Eu sou tudo.
Sou a prisão,
sou o que acusa,
sou o acusado.
Sou a comida,
sou o colchão,
sou o vaso.
Sou a grade,
sou o muro,
sou o giz que marca o tempo.
Lucas Sales Viana
Eu sou tudo.
Sou a prisão,
sou o que acusa,
sou o acusado.
Sou a comida,
sou o colchão,
sou o vaso.
Sou a grade,
sou o muro,
sou o giz que marca o tempo.
Lucas Sales Viana
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