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terça-feira, dezembro 18, 2012

Hohoho!


...Então 
Feliz Natal, minha linda senhora.

Esse sou eu já estragando uma folha do seu lindo presente, ou pelo menos essa era a intenção, quero dizer, a intenção é de lhe dar algo especial, único, e não de estragar um pedaço dele. Espero que você tenha achado um ótimo presente e que não fique chateada ou frustrada por mais uma carta. Esse sou eu, o “carteiro”.
Enfim...
Sabe, eu olho para você a cada dia e vejo algo incrível. Cada vez mais eu me apaixono, cada vez mais eu me sinto envolvido por você e por essa sua mística. No final do dia é como se eu nunca visse um fim disso, e eu espero nunca encontrar o nosso fim.
Faz pouco tempo que eu contei a uma amiga toda a nossa estória, todos os nossos encontros, desencontros, e o resto. E algo ia acontecendo enquanto eu narrava, eu ia sentindo mais uma vez toda aquela magia que nos envolveu. Como eu lhe ‘vi’ numa foto qualquer, como você deu o primeiro “oi”, como fluíam nossas conversas virtuais e como eu me sentia conectado a minha outra metade.
Como e onde nos encontramos pela primeira vez, como eu fui precipitado ao lhe pedir em namoro, como você fugiu, como o tempo passou e nos afastamos, como tentamos nos reaproximar e como quase outra vez nos perdemos.
E então eu me lembrei do quanto eu estava fodido àquela época e o quanto lhe fiz sofrer por isso. É verdade quando eu lhe digo que você é a mulher que encaixa, é a garota, no final das contas, por quem eu sempre procurei nessa minha curta estória de vida “adulta”. Eu sou um cara antigo, daqueles que acreditam só ser feliz com alguém ao lado, e quando eu digo feliz, eu digo feliz por completo.
Você pode ser feliz por certo tempo, enquanto compra um par de sapatos novos, ou come um sorvete de um sabor que há muito tempo não comia, ou enquanto assiste uma pessoa levando um tombo logo a sua frente. Mas não é essa felicidade que todos nós procuramos, ela é temporária, no final, o que nós realmente queremos é alguém que seja tão feliz conosco, como nós somos com ela.
A felicidade de acordar ao lado dela e vê-la tão perfeita e linda, mesmo sem maquiagem. A felicidade de tomar um sorvete com ela e sujar o seu nariz por pura diversão. De caminhar pela praia com ela ao som calmo das ondas quebrando e do brilho das estrelas e da lua. De sentir na pele todo o amor que ela sente por você enquanto ela lhe esfrega as costas com uma escova de banho, e o quanto isso é dolorido para você, porém divertido para ela.
Essa é a felicidade que eu tanto procurei e tanto precisei, e que vou precisar para toda a minha vida. Essa é a felicidade que eu quero te dar e tento ao máximo.
Você é a única, você é a melhor, você é a mulher que me faz reacreditar em tudo aquilo que eu perdera a fé. No amor, no verdadeiro amor. Na felicidade que anda de mãos dadas com esse amor. Na bondade e capacidade de se doar das outras pessoas. Fez-me ter planos para o NOSSO futuro... E, ultimamente me fez acreditar em algo que eu acreditava ser puramente comercial, no espírito natalino.
Então é basicamente isso
Em poucas palavras, você pegou um cara destruído e destruidor de sonhos, um cara que não acreditava mais ser uma boa pessoa, aquele que sentava sozinho em frente a um computador numa noite sombria e solitária e bebia meia garrafa de vodca para dormir feito um macaco bêbado, e só assim conseguir dormir. Você perdoou todos os meus pecados, ou pelo menos os aceitou, e me amou mesmo assim, me ama mesmo assim. No final da noite, eu hoje coloco a cabeça no travesseiro e penso comigo. “Você é, e será, a mulher da minha vida. Você me faz sentir melhor.” E por isso eu sou eternamente grato e lhe tenho todo o meu amor e todo o resto que eu puder lhe dar para todo o sempre.
É isso afinal.
UM ÓTIMO NATAL!
E que papai Noel me dê o melhor presente que eu consigo imaginar, uma vida ao seu lado.

Com a mão dolorida e o coração sorridente eu termino essa ‘carta’.
Do seu,
Lucas Sales Viana

P.S.: Eu tenho sempre essa sensação de nunca consigo falar tudo em uma só carta. De sempre estar faltando um pedaço de algo. Talvez você precise passar o resto da sua vida comigo para conseguir tudo. Bom, pelo menos eu quero passar o resto da minha vida com você tentado te desvendar. Então o que me diz?
P.S.2: O primeiro post scriptum ficou grande, você não acha?
P.S.3: Eu acho que não havia necessidade do segundo e nem desse p.s., mas enfim, deixa assim.
P.S.4: Eu te amo! Esqueci-me de escrever isso na carta, mas não poderia arriscar que isso ficasse entre nuvens para você. EU TE AMO, e muito!
P.S.5: O ps 4 é importantíssimo, este não.

segunda-feira, novembro 05, 2012

"Quem quer viver para sempre?"

Para você,

Então é isso que você queria? Um outro texto, você sente falta deles? E me pegunta o porquê de não mais textos eu fazer... Não é assim que se anda, querida. Não ache que esse será igual aos outros, talvez eu esteja enferrujado, talvez eu esteja sem inspiração, um texto sem inspiração, não seria um texto. Apenas um punhado de palavras organizadas.

Então é isso que eu estou fazendo, enrolando e procurando por inspiração. Mas não fique a pensar que não tenho nada a falar, tenho tanto aqui, mas tanto, que não sei por onde começar. É uma característica minha e dos meus muitos textos, não saber de onde sair nem para onde vai chegar, mas acaba indo, de uma forma ou de outra.

Então é isso que eu talvez faça, um texto, uma crônica, um conto, um pequeno romance, ou um punhado de rimas. Mas como eu vou saber como escrever? Será que você saberia me dizer? Será que eu falaria sobre mim, no meu mais lirismo egoísta? Ou sobre você, numa mais profunda escrita romântica? Ou eu inventaria algum personagem? Ou apenas jogaria o papel fora e cairia na cama sem conseguir dormir?

Então é isso que eu farei, mais um pouco de palavras, sobre mim, sobre você e sobre o que mais passar pelas ideias agora. Mas não sobre mim quero falar, nem acho que deveria falar sobre você, tampouco sobre as ideias que martelam forte enquanto eu tento dormir em vão.

E já chega de 'então é isso', não era isso que eu queria falar, mas a preguiça me impede de amassar e pegar outra folha, ficando assim essa. Ou seria exatamente o que eu queria escrever? Ou será apenas mais um personagem de tantos outros que 'vivem', alguns forçosamente, tentando aparecer? E assim se chega ao fim, uma noite de meia-lua, um rock clássico triste, e uma certa saudade.

Mas eu queria escrever mais, não hoje, nem amanhã, e talvez nem no próximo mês, mas definitivamente daqui a nove anos. Quem sabe amanhã eu começo a escrever um livro. Podemos dizer que isso se tornou uma carta afinal.


Lucas Sales Viana

sábado, janeiro 14, 2012

"Estou com você..."

Ele pensava em tudo que já falara para ela e o quanto não gostava das despedidas e de toda a dificuldade que ele tem em se despedir dela em especial. Por mais que passassem horas juntos num dia, ou horas ao telefone ou até mesmo pelo skype, em todas as vezes que precisava se despedir não conseguia fazê-lo tão fácil.

E enquanto ouvia uma música depois de terminar uma ligação dela percebeu aquilo, aquele incômodo de toda despedida e então soube explicar e falou ali mesmo, sozinho, ninguém para ouvir além dele, ela já estaria deitada, ou buscando um copo d'água, ou escovando os dentes antes de ir à cama...

Ele via na sua frente em filme tudo que já acontecera a eles, todos os empecilhos, todas as discussões, os desencontros e então todo o esforço dos dois para se reconquistarem em oportunidades diferentes. O dia em que a viu pela primeira vez na frente daquele colégio. O dia em que ela educadamente o dispensou. Os dias em que ele bem depois tentou voltar a falar com ela e a chamar para sair que lhe renderam lindos 'bolos'. O dia em que ela lhe foi sincera como nunca e como ele ficou em choque. O dia em que ele de forma estúpida a dispensou. As semanas em que ele ficou louco ao perceber a merda que fizera. Os meses em que ele passou para tentar reconquistar aquela que era a melhor de todas. E todos os dias em que ele não deixa de pensar em como conquistá-la mais e mais.

E a música acabou, olhou para aquela aliança na mão direita e lembrou daquele dia, reiniciou a música e continuou a lembrar e então sabia o que escrever, encontrara um pouco de água naquele poço quase seco.

*

E depois de tudo que já passamos nesses dois anos, desencontros, encontros, e então isso. ISSO! Finalmente vimos o quanto somos importantes para o outro, o quanto nos amamos, o amor que construímos nesses meses juntos é algo único, algo que eu nunca tive e nunca dei, verdadeiro, mágico.

E só tem uma coisa que me incomoda nisso tudo, me despedir de você, ouvir você se despedindo no telefone, ver você saindo dos meus braços, seus lábios indo noutra direção dos meus, você abrindo a porta do meu carro e saindo por ela, ver você saindo pela 'nossa' porta. E a cada dia eu sinto nosso amor crescer. E toda vez que você passa por aquela porta, um medo bobo me corre a espinha, de não te ver, nem te abraçar nunca mais. Só fique comigo mais um pouco, quero nossos sorrisos alegres em frente ao nosso espelho mais uma vez.

*


Lucas Sales Viana

terça-feira, janeiro 03, 2012

Pegar o longo caminho para casa...


...

Como você já sabe, não sou um ‘escritor’ como você gosta de dizer, para ser sincero não gosto da conotação que essa palavra recebeu com as últimas levas de fazedores de livros que buscam apenas o dinheiro, agora conhecidos por esse nome. Tudo que eu sou é apenas uma necessidade de colocar palavras em um papel de forma tal que expressem exatamente o que eu penso nessa não tão pequena cabeça...

E então lá vamos nós para mais um retorno nesse blog, não tão retorno, talvez uma simples mensagem de despedida, não estou com cabeça para continuar com textos pequenos, não que sejam ruins, pelo contrário, são ótimos e me sinto bem em fazê-los, apenas sei que o que está aqui não caberia nem com muito esforço e resumo num simples e pequeno texto, talvez até coubesse, mas não ficaria claro para as muitas perguntas que surgem em pequenos textos, não, melhor não, algumas vezes você tem que fazer o caminho mais longo e difícil, mesmo com outras opções. Tudo que eu quero agora é do meu jeito estranho ser um cara normal e pegar o longo caminho para casa.

...

P.s: Como pode ver, voltei com o blog que você tanto me perguntava o porquê de ter apagado. Não vou apagá-lo de novo... Por enquanto... Mas não garanto colocar tantos textos como fazia. Como disse, não ando fazendo pequenos textos ultimamente, a não ser por esse, claro. E sim, essa parte está naquela ideia que te mostrei, mas só te mostrei o começo, vou guardar por um tempo isso e ver como vai terminar essa coisa. E você deve estar cheia de perguntas nessa linda cabeça, aposto.

Cansei de escrever, é só.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Carta à May...


Querida,

Não consigo dizer o que eu sinto por você, mas o fato de eu sentir algo, já me torna mais alegre, não têm sido tempos fáceis. Descobri isso há poucas semanas, entre arranhar a sua cara com minha barba e olhar em silêncio pros seus olhos e vê-los me perguntar o que se passava por essa cabeça. Acredite, você vai me achar o cara mais idiota e tolo se um dia me abrir. Mas é algo diferente, talvez por você ser diferente, talvez por eu estar diferente, ou talvez sabe-se lá o porquê... É algo bom, e por ser bom é bom.

Nem escrever tem sido fácil, as palavras não querem sair da minha mente, as verdades ainda se escondem com medo do que aconteceu das últimas vezes. Você está sendo uma das minhas poucas alegrias por esses tempos. Não quero que isso a pressione, longe disso, eu só queria começar a ser sincero pra você, verdadeiro, coisa não tão fácil.

Mas foi o que você um dia me pediu escondida pelo anonimato, você me pediu a verdade, não, compaixão. Oh, merda. Como eu pude ter sido tão idiota, tão omisso, tão falso comigo mesmo. Eu sempre falava em verdade, em ser sincero, e naquele período nem o ‘v’ da verdade eu tinha, eu era mais uma casca oca e falsa.

Pra dizer a verdade, eu sei o que aconteceu, um dia eu vou lhe contar se você quiser ouvir.

Antes que você se pergunte o porquê disso, eu digo, não quero acreditar na possibilidade de nos afastarmos mais uma vez por faltar algo de minha parte, depois do tanto que eu fiz...

Você é única e eu estou me apaixonando por você, mesmo sem perguntar se você deixaria.


Lucas Sales Viana

sexta-feira, julho 29, 2011

Pick up the pieces coming down...

While the city sleeps, he grabs a bottle in the kitchen.
While the rats run into the pipes, he listen classics rock.
While the robber kills another, he is naked in the room with a glass in right hand.
While the hooker sucks one old guy, he takes a pill, a few, more one and another... shit, I broke the glass.
While the dizziness comes, he stumbles like a tramp to the typewriter...

"FUCKFUCKFUCK
I mean...
Shit, woman!
All I wanted was one thing, one fucking thing...

I wanted to take care of you, to make you feel loved all day not for the good you made for me, but for you, you're a good damn woman. I know I get weak sometimes but don't, never, ever, doubt of my fellings for you. You inspire me love, joy, complicity, and, i can't believe that i will say this, get old with you, and also this...

I'm not fellin..."

He fell on floor.


Lucas Sales Viana

quarta-feira, julho 27, 2011

Tome uma decisão, meu amigo...

Eu vou contra um pouco os meus textos nesse momento, meus amigos. Nesse momento eu estou ouvindo Joan Benz, recomendação do livro “1001 álbuns para se ouvir blablabla...

Enfim, sejamos diretos.

E aqui estamos.

Você tem que se decidir, decidir o que você quer, o que você espera de você, ou dos outros, sei lá. Pare, respire, ouça a você e tão somente, e, depois de saber alguma coisa, dê um primeiro passo, não corra, não tenha pressa, como dizia o velho chinês, um passo de cada vez. Não vai ser fácil, nem vai ser rápido, se você quer coisas fáceis, você não passa de mais um nesse mundo enorme e feio e sujo.

Se você quer, queira, se você não quer, não finja que quer, ainda mais quando se trata da companhia das pessoas. Aprenda que as pessoas tem sentimentos, não são troféus, você as machuca muitas vezes sem nem saber, machuca mesmo, daquelas feridas fundas e que não param de sangrar e que se não forem tratadas corretamente, apodrecem e levam a pessoa junto. E, quando isso acontece, a culpa é sua.

Você pode tentar, eu disse tentar, consertar as coisas, ou controlá-las (o que é pior), mas nem sempre você vai conseguir, entenda, VOCÊ NÃO É UM DEUS! Você pode fugir, você pode gritar, você pode matar, você pode fazer milhares de merdas como se essas fossem compensar outra. NUNCA uma merda substitui outra, nunca. Encare de frente, se não, recue, se fortaleça e só então retorne à luta. Mas só lute por aquilo que vale a pena, se não valer, contorne e continue seguindo, seja inteligente.

É o fim.


Lucas Sales Viana

segunda-feira, junho 13, 2011

"Os piores meses de todos até agora".

For all,
After ten months, or more, i finally got better, it was hard. I’ve became sad, barely depressed, neither an approve in college made me better. I said: “I passed, that’s all.”
I lost important things, i lost a grandpa, i “lost” my father for a time and a girl, almost in the same time. This was “The worst months at all so far”… Criative, not?
After long and sad ten months we lost one of the pillars. Everybody got lost, the three men of family, dad, brother and i, in diferent ways.
The first, the older, worked a lot and became the silence for a long, for truth, he didn’t know how to deal with that.
The second, the firstborn, even so far, almost lost his family, he became impacient with them.
And i, the younger, became fragile and lacking of attention, i mean, no one asked me how i was really dealing with all, even my girl, i don’t blaim her, i was a dick. I became stupid, i did stupid things. I almost died in a car hit, i was speeding, I got drunk for the first time in my life, i took awful grades, i lied to her, other things and, in the middle of this, i found a time to lose my girl. Take a look, man, i was amazing.
But, just now, after a real talk between me and my old, not like two men, but, father and son, I finally saw the good things around me. I’m really feeling me good.
My little sister (She loves me and i love her as a father), mom, dad, “little” brother, older brother and a few real good friends, i want to say thank you, each one helped me in their own way.
Now, it’s up to me, i will take back what i lost in “The worst months at all so far”…
Lucas Sales Viana

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Só cartas saem agora.

Eu não sei como e nem quando tudo isto começou, tampouco o porquê. (Até sei, na verdade, só não sei o motivo d’eu ainda continuar). O “isto” é isto, apertar algumas teclas de uma forma quase que caótica, juntá-las em algumas palavras e outras frases e poucas orações e, com sorte, um texto aceitável.

Disse que pararia para mim por uns tempos, uns longos tempos, queria que fosse verdade.

Espero ser minha última frase cuspida hoje pela mente insaciável e insatisfeita e tantos mais prefixos “in(s)”, um hoje que se juntou com o ontem, que poderia bem se juntar com o de antes e alguns outros e sumir.

Merda, preciso parar de escutar rocks antigos que me façam pensar sobre tantas coisas, preciso parar de ficar acordado até tarde, preciso parar de beber enquanto todos dormem, preciso parar de escrever o que eu preciso parar de fazer, eu vou para o inferno com tantos pecados.

Droga, Senhor, pra quê inventou tantos padres (tantos idiotas), que destruíram e desvirtuaram o que poderia ser lindo e verdadeiro em algo que faz as pessoas morrerem com o medo de algo que talvez nem exista, sei lá, com todo o respeito?


Lucas Sales Viana

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Talvez haja títulos verdadeiros para todas as cartas inventadas, só não os acho.

Eu de novo,


Eu não consigo fazer isso, eu preciso conversar com você e eu estou fazendo isso agora. Eu fui um imbecil em acreditar que eu poderia esquecer uma parte de mim num toque de mágica. Eu preciso de você, isso é fato, mas diferente do que você possa imaginar, minha necessidade é momentânea, esse momento agora (eu acho). É complicado de explicar minhas merdas em uma carta, mas eu vou tentar...

Eu havia lhe dito em cartas passadas que estou me reconstruindo. Para isso eu preciso de ajuda, e você, eu no passado, é a unica coisa que pode me ajudar agora. A batalha está próxima e eu não posso lutar sozinho, alguém precisa me dar cobertura, e você é a melhor, a única, nessa porra toda, em que eu confio, por que você sou eu no passado, ou eu sou você...

Então, fique por perto, me ajude e eu te deixarei descansar depois de tudo.

Isso é tudo.

Lucas Sales Viana
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Me again,

I can’t do that, I have to talk to you and I’m doing this now. I was fool, believing I could forget a part of me as if by magic. I need you, that’s the fact, but, differently that you can think, my need is just for a moment, this moment (I think). It's complicated to explain my shits in a letter, but I'll try...

I’ve told you in the past letters that I’m recreating me. To do that, I need some kind of help, and you, me in the past, is the only that can help me now. The battle is close and I can’t fight alone, someone have to watch my back, and you’re the best one, the only one, in this shit, in I can trust, ‘cause you was I or I am you.

So, stay close, help me in this and I’ll let you rest after all.

That’s all.


Lucas Sales Viana

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Não existem títulos para cartas inventadas.

Desculpe-me.

É tudo que eu posso dizer por enquanto. Ver-me aqui, sozinho, e você aí, tão distante... porra, isso me deprime.

Como está você? Eu sempre esqueço de lhe fazer essa pegunta tão simples. Eu realmente quero saber se você está se sentindo bem, ou não. O que incomoda você? Porque às vezes você não está comigo, seu corpo sim, mas não sua alma, às vezes me parece que você está viajando aí dentro.

Você não tem ideia do quanto isso é difícil, o quão minha mente é difícil. Essa merda está me matando, e eu estou revidando, resistindo. Eu não posso dizer tudo agora, espero que você possa entender isso. Algum dia você irá saber, um dia, não hoje... Você já tem os seus problemas. Não quero te pressionar com as minhas merdas, vou cuidar de tudo isso sozinho.

Eu de novo, eu venho matando algumas 'verdades' que acreditava, por minha conta, como dogmas. Destruição e reconstrução, ao mesmo tempo. Eu gastei muito tempo com nada. E, porra, leva tempo, e como leva.

Você é especial para mim, da melhor forma que você possa imaginar.

Espero que você me entenda


Lucas Sales Viana
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I’m Sorry.

That’s all I can say now. See me here, alone, and you there, so far… fuck, this shit depress me.

How are you? I always forget to make that simple question. I really want to know if you are felling good or don’t. What bothers you? Because sometimes you are not with me, your body, yes, but not your soul, sometimes looks like you are travelling outside you.

You have no idea how hard this is, how hard my mind is. This shit is killing me, and I am fighting back. I cannot tell you all now, I wish you could understand that. One day you will know, one day, not now… You already have your problems. I do not want to push you with my shits, I will deal with all by myself.

Me again, I’m killing some “truths” that I put, by myself, as dogmas. Destruction and reconstruction, same time, I spent all my time in nothing. And, shit, takes time, a lot of.

You’re special for me, in the best way you can think.

I hope you could understand me.


Lucas Sales Viana

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Sabe, meu estimado amigo...

Sabe, meu estimado amigo, ainda ando eu perdido.

Eu corro os olhos pelo meu quarto, ele já não é o mesmo, está com uma bela pintura, um vitral transparente e um chão limpo, minha cama anda arrumada, com travesseiros e lençóis e colchas limpas, têm, também, as camisas e calças e mochilas jogadas. Minha mesa está uma bagunça, são papéis e fios e incensos e outras coisas mais. Meu quadro branco, que eu uso como memória, está limpo, tem algumas coisas somente. Agora, o que me fode, o que está fodendo comigo é um só, eu.

Lembra, amigo, daquelas estórias de que te falei, do casal em viagem, e das outras duas, você lembra? Você é inteligente, já deve ter ouvido falar em bloqueio? Desde aquele dia sombrio que não gosto de relembrar, não consigo mais continuar. Eu tento uma e duas e até três vezes e não sai nada, e, quando sai, é um belo “FIM!”.

Amigo, as coisas até que vão bem, seriam melhores se conseguisse eu continuar tais estórias (como você disse antes, elas são ótimas). Eu olho pro céu e ainda vejo aquelas nuvens negras, distantes, é verdade, mas as vejo e isso me assusta. A madrugada ainda me prende em frente a essa máquina, não perdi tal “coisa”, é algo que devo concertar, está fodendo com o meu trabalho e todo o resto.

Amigo, talvez eu tenha encontrado uma solução pra isso, será que você concordaria com ela? Ouça. Talvez essas estórias já tenham chegado ao seu fim, eu não tenho a habilidade de continuar algo deixado pela metade, talvez eu só consiga terminar alguma estória maior se começar tudo de novo. É essa a solução? Ajude-me, de verdade.

Um abraço do seu amigo.



Lucas Sales Viana

quinta-feira, novembro 18, 2010

O que vem em seguida?

Eu me lembro.

Lembro-me da sua coragem, lembro-me do seu rosto e do seu beijo e dos seus afagos.

Por partes eu canto:

Ela é corajosa por acreditar em algo que nunca viu, pelo menos ao vivo, e quase nunca ouviu, por acreditar em algo que sentiu, isso mesmo, uma sensação a fez, talvez mais do que uma, acreditar naquilo. Ela é corajosa por entrar em um carro preto e de vidros escuros só com uma vaga ideia de como era aquele que dirigia. Eu me pergunto como alguém consegue ser tão louca a esse ponto. Eu não faria nada parecido no lugar dela, talvez eu desistisse no meio do caminho, talvez eu escolhesse o caminho mais fácil, escolhesse ficar em casa, só.

Ela é bela. Ela me foi verdadeira quando segurou minha mão que esperava pela dela. Ela me foi verdadeira quando paramos e me abraçou e me beijou em pleno corredor com um sol escondido atrás daquelas nuvens feias. Ela me foi verdadeira quando falou e quando se calou, ela me foi verdadeira quando me olhava com aqueles olhos assustados, confusos e, por horas, surpresos. Talvez ela nem acreditasse no que estava a fazer, nem eu acreditava. Como ela sairia com um desconhecido, assim, às cegas? Ela me foi verdadeira quando mordia meus lábios enquanto me beijava, enfiava sua língua na minha boca, respirava baixo ao meu ouvido esquerdo, quando tudo que eu fiz foi arranhá-la com minha barba mal feita. Como ela confiaria tanto assim em alguém?

Ela é ímpar... Talvez não seja essa a palavra, por que, afinal, acredito que todos nós fomos feitos aos pares, que não funcionamos sozinhos, podemos até funcionar, mas nunca chegaremos a excelência, não sozinhos. Mas, nesse momento, ela me é ímpar, por acreditar na intuição dela, se arriscar por alguém desconhecido, não vemos muito disso.

E, o mais importante, ela me fez feliz por uma tarde, por enquanto, espero que por mais e mais tardes e dias e noites e madrugadas (Não, não tome minhas madrugadas, eu não sou uma pedra igual a você, eu imploro)... E ainda me perguntava por que eu sorria tanto... Ah, se soubesse todas as coisas que me passam na cabeça.

E eu me pergunto agora:

O que vem em seguida?


Lucas Sales Viana.

sábado, novembro 13, 2010

Há borboletas no meu jardim.

Carta (não) aberta de um otário para qualquer uma que se sinta perdida.

Uma carta aberta seria escrita por uma classe ou entidade com o objetivo de alertar ou reclamar sobre algo que os incomoda atingindo, assim, um grupo específico ou não. Ao final, ou antes mesmo disso, concluir-se-á que isto não será (ou era) uma carta aberta.

Algumas vezes paro, olho para ti calado, olho fundo em teus olhos e penso: Serias tu uma monarca ou uma vice-rei? E, por mais estranho que pareça, cada dia que faço isso, vejo mais e mais tu se tornares na segunda. Isso, de um todo, não é só estranho, como me preocupa, talvez nem saibas do que falo, afinal quem saberia hoje diferençar características tão sutis em algo mais ainda? Eu sei.
Acho fantástico, quase mágico, o desenvolvimento humano, os desafios, as metamorfoses que sofremos ao longo da existência nossa. Por algum motivo que ainda desconheço, certas, eu disse certas, pessoas simplesmente fogem a essa regra e preferem atrofiar e viver algo totalmente insano e doentio, algo que beira a sociopatia. E não satisfeitas com isso, por vezes, insistem em levar algum(ns) para junto desse poço escuro e sujo da mente humana.

Durante nossa estadia confusa nessa terra que nos foi dada, nos deparamos com infinitas personalidades, inclusive essa. A diferença é com que frequência e com que grau de maturidade lidamos com tais personalidades. Falando em específico dessa, quanto maior a interação com esse tipo quando estamos numa fase de descoberta interior, onde, óbvio, sequer nos conhecemos, mais se torna perigoso para nós. Podemos, sem perceber, nos tornar um pouco sociopatas, podendo até a um completo.

Falando agora de ti, tu que estás a se descobrir, a experimentar coisas novas a todo instante em busca de algo que a satisfaça, eu digo somente cuidado, cuide-se, não somos o que nos vendem por aí, não somos super-homens, não conseguimos pular de um prédio alto e parar no chão sem morrer durante a queda ou ao final dela, não conseguimos nadar por diversas horas sem respirar, não temos brânquias, não conseguimos beber tudo aquilo que nos oferecem, não temos fígados de sobra, nosso dois pulmões não são suficientes para suportar toda a fumaça produzida pelos infinitos cigarros que fumamos, sequer nossas bilhões e bilhões de células de nosso corpo são páreos para as infinitas drogas que hoje temos.

Não desejo que se tornes algo mórbido, pode-se sim aproveitar a vida de forma mais natural e humana, podemos juntos passear por aquela praça onde só os velhos andam e ficam sentados a alimentar as pombas com migalhas de pão, podemos viajar com nossos verdadeiros amigos para alguma cachoeira distante e interagirmos com a natureza, algo cada vez mais raro em nossa sociedade, ou podemos simplesmente nos sentar ao lado de alguém desconhecido e iniciarmos, ali mesmo, sem nenhum motivo, uma nova amizade.
E, quanto a metáfora inicial, eu diria: Feche teus olhos por alguns instantes, os instantes suficientes para que tu se descubras ou pelo menos comeces o processo de descoberta, afinal ele não é linear como as fórmulas matemáticas que nos empurram goela a baixo, ele é cíclico, é constante. Busque por verdades absolutas, por epifanias, por mais estranho que possa parecer, procure o teu Deus, não se torne algo que os outros querem que tu sejas, não percas tua essência, se tem algo que ninguém, ninguém, pode roubar de você, é ela, só tu é que és responsável por ela e por ti ,pelo teu corpo, pela tua mente e, por que não, pelo teu coração. Tu és uma monarca, acredite nisso.


Lucas Sales Viana